E veio outro Depois, que se tem arrastado, onde viajo na montanha russa, em que as descidas são muito mais baixas que a maior das subidas! Esta viagem a descer está a demorar e a custar muito, não sei para onde vai o meu eu, de vez em quando... Ausenta-se de mim, abandona-me, trai-me a todo o instante!
Que estranha é esta que se instala e se acomoda, perdida toda a vontade de fazer alguma coisa? Para onde vou eu, de vez em quando? Qual o papel das pessoas que se cruzam na minha vida? Antes... Parece sempre o silêncio que se instala na Natureza, antes do nascer do sol... Quando os pássaros estão sossegados e mudos, as árvores não se mexem e parece que todo o Universo faz, em paz, uma vénia régia ao Sol... Como aquela pausa do anúncio do Kit-Kat, em que tudo congela. Depois... É a trovoada sem piedade, os relâmpagos que rasgam o céu, com toda a fúria da Natureza, em que parece que nada pior pode, já, acontecer... Mas vem uma descida mais íngreme, pior que a anterior, numa onda gigante que destrói ainda mais... Entre os Antes e os Depois, vive-se a vida de todos os dias, na rotina dos minutos, com a camada dos anos a adensar-se, cada vez mais rápida e voraz... Momentos mágicos e fugazes, como fotões, aparecem e fazem uma visitinha rápida... Reconheço já os sinais e vem aí um Antes... Que trará, desta vez, o Depois?
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terça-feira, 7 de abril de 2009
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